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Indicadores de Risco Fiscal

Referência: ago/26 · BCB SGS + Tesouro RTN + IBGE CNT · pipeline fiscal AZ (diário)

4
4
5
Seguro: 4Atenção: 4Crítico: 5Ruptura: 1É contagem, não nota — 14 indicadores nas faixas AZ.
Dívida / Receita
444%
+24,3 p.p.12m4,4× a receita anual
Juros / Receita (GC)
43,2%
+6,3 p.p.12mjuros nominais 12m (gov. central)
r − g
+5,0p.p.
+2,1 p.p.12mtaxa implícita DLSP − g nominal 12m
Juros / Poupança (GC)
55%
+9,0 p.p.12mjuros 12m ÷ poupança bruta 4T
Prioritários do framework

Dívida / Renda

DBGG ÷ receita líquida 12m (gov. central) — o denominador do livro

Atenção· 4,4× a receita
Giro 26/10/26Dado ago/26

Serviço da dívida / Receita

Juros nominais 12m ÷ receita líquida 12m (gov. central, RTN)

Ruptura· 43,2%
Giro 26/10/26Dado ago/26

Juro nominal vs inflação e crescimento

r implícita (DLSP) × g nominal 12m × IPCA 12m — % a.a.

r − g hoje: +5,0 pp
Giro 26/10/26Dado ago/26

Dívida e serviço / Poupança

DBGG e juros nominais 12m ÷ poupança bruta 4T (IBGE CNT, trimestral)

juros consomem 55% da poupança

Estoque — anos de poupança (×)

Fluxo — juros ÷ poupança (%)

Poupança bruta 4T: 14,4% do PIB (2026-06).

Giro 26/10/26Dado jun/26
Indicadores de estado no tempo

Casas canônicas: estrutura da dívida → aba Dívida · fluxo primário e NFSP → aba Receita e gastos

A · Carga da dívida

B · Capacidade de pagamento

C · Sinais de stress

D · Monetização

Faixas com âncoras externas quando existem (FMI, Maastricht, agências, episódio 2020 na Monetização) e calibração AZ no restante — nota completa na ficha técnica.

Mercado e cenários

DBGG projetada — cenários com Focus

b(t+1) = (b(t)·(1+i) − primário) / (1+g) · medianas do Focus até 2029

2028–2029: meta extrapolada (hipótese AZ) — além do horizonte legal da LDO.

Giro 26/10/26

EMBI+ Brasil — spread soberano

IPEADATA/JPM · média mensal · pontos-base

Série encerrada na fonte pública em 2024-07. O J.P. Morgan deixou de divulgar o EMBI+ abertamente e o CDS de 5 anos (a referência atual de research) não tem fonte gratuita. O histórico continua valioso: mostra como o mercado precificou 2002, 2008 e 2015–16.
Giro 26/10/26Dado jul/24
Ferramentas do livro

Dívida/Receita em 10 anos — por déficit

Premissa: Assume i = g (cenário simplificado do livro): isola o efeito do déficit primário acumulado.
Déficit primário anual (% Receita) →
↓Dívida/Receita HOJE0%5%10%15%20%25%30%
0%0%46.6%93.3%139.9%186.5%233.2%279.8%
100%100%146.6%193.3%239.9%286.5%333.2%379.8%
200%200%246.6%293.3%339.9%386.5%433.2%479.8%
300%300%346.6%393.3%439.9%486.5%533.2%579.8%
400%400%446.6%493.3%539.9%586.5%633.2%679.8%
500%500%546.6%593.3%639.9%686.5%733.2%779.8%
600%600%646.6%693.3%739.9%786.5%833.2%879.8%
700%700%746.6%793.3%839.9%886.5%933.2%979.8%
Brasil hoje: linha 444% × coluna 3%

Dívida/Receita em 10 anos — por gap r − g

Premissa: Assume déficit primário constante (hoje: 2,8% da receita).
Gap r − g (pontos percentuais) →
↓Dívida/Receita HOJE-3pp-2pp-1pp0pp1pp2pp3pp
0%23.4%24.4%25.4%26.5%27.6%28.8%30.1%
100%98.7%107.2%116.5%126.5%137.4%149.1%161.9%
200%174%190.1%207.5%226.5%247.1%269.4%293.6%
300%249.3%272.9%298.6%326.5%356.8%389.7%425.4%
400%324.6%355.7%389.6%426.5%466.5%510%557.2%
500%399.9%438.6%480.7%526.5%576.3%630.3%689%
600%475.1%521.4%571.7%626.5%686%750.6%820.8%
700%550.4%604.2%662.8%726.5%795.7%870.9%952.5%
Brasil hoje: linha 444% × coluna 5pp

1.Baixar juros

Taxa efetiva da dívida que estabiliza Dívida/Receita.

Difícil
Atual
12.20% a.a.
Necessário
6.53% a.a.
Base: taxa implícita da DLSP (a.a.)
Ajuste: -5.67 pp

2.Mais inflação

Inflação que elevaria g o suficiente para erodir a dívida.

Difícil
Atual
4.58% a.a.
Necessário
10.25% a.a.
Base: IPCA 12m
Ajuste: +5.67 pp

3.Cortar despesa

Corte na despesa primária consistente com o r−g atual.

Difícil
Atual
102.84% Receita
Necessário
79.36% Receita
Base: despesa primária / Receita líquida
Ajuste: +22.83 pp

4.Aumentar receita

Aumento da receita líquida (despesa constante) que estabiliza.

Difícil
Atual
18.65% PIB
Necessário
24.17% PIB
Base: receita líquida / PIB
Ajuste: +29,6% de arrecadação

Simulador interativo: trajetoria da divida em 10 anos

Presets
Custo medio da divida
12.20% a.a.
4% a.a.16% a.a.

Taxa implicita da DLSP (juros nominais 12m / DLSP media). Atual: dados live do BCB.

Crescimento real do PIB
1.98% a.a.
-2% a.a.5% a.a.

PIB real YoY. Atual: BCB SGS 22099.

Inflacao (IPCA)
4.58% a.a.
1% a.a.12% a.a.

IPCA 12m. Erode divida via crescimento nominal.

Primario gov central
-0.53% PIB
-4% PIB4% PIB

Positivo = superavit. Atual: derivado RTN. + = melhor para divida.

g nominal (derivado)
6.56%
1.98% + 4.58%
r − g
+5.64 pp
divida cresce sozinha
Primario p/ estabilizar
4.38%
Blanchard (% PIB)
Gap primario
-4.91 pp
realizado vs necessario
Divida/Receita em 10 anos
778%vs base 778%+0 pp

Sliders comecam com valores atuais (API). Arraste para simular cenarios. Equacao iterativa do livro (Dalio): Divida(t+1)/Receita(t+1) = [Divida(t)*(1+i) + Deficit Primario(t)] / [Receita(t)*(1+g_nominal)].

Ficha técnica — fontes e metodologia

Framework. Os 4 indicadores que Dalio destaca como prioritários em 'How Countries Go Broke': (1) dívida vs renda; (2) serviço da dívida vs renda; (3) juro nominal vs inflação e vs crescimento nominal da renda; (4) dívida e serviço da dívida vs poupança.

Calibração das faixas. Como as faixas foram calibradas (Onda 0, ago/2026; poda + Monetização, ago/2026): cada indicador tem 3 fronteiras reais (seguro < atenção < crítico < ruptura). Âncoras EXTERNAS quando existem: DBGG/PIB 60% (Maastricht) e 70% (FMI, referência p/ emergentes); Juros/Receita ~20% (limiar de debt affordability muito fraca nas escalas de Moody's/S&P); r−g com âncora natural em zero. Dívida/Receita usa PROXY declarada (DBGG do governo geral ÷ receita do governo central) e as faixas do conceito do livro (200/350/700, mesmo ente) foram multiplicadas pelo fator ~2,0 da razão entre receita do governo geral e central (FMI WEO) → 400/700/1400. MONETIZAÇÃO (variáveis de estágio final do livro, adaptadas ao Brasil): base monetária var. 12m ancorada no episódio 2020 (M0 ~+40% em 12m = ruptura; 10/20 abaixo); carteira do BCB/PIB e Δ carteira 12m usam faixas = percentis históricos da PRÓPRIA série calculados no builder (mediana/p75/máximo — sem âncora externa), com a nuance BR de que a carteira lastreia compromissadas (não é QE à americana) — o sinal Dalio é a expansão para absorver dívida que o mercado não quer; títulos em mercado var. 12m (+5/0/−5) é calibração AZ: mercado encolhendo enquanto a dívida cresce = ruptura. As demais faixas são calibração editorial AZ a partir dos casos históricos de 'How Countries Go Broke' (Reino Unido 1976, Japão pós-1990, Argentina 2001, EUA pós-2008) — não são números do livro. O limiar de 90% de Reinhart-Rogoff não é usado em nenhuma aba (contestado em Herndon, Ash & Pollin, 2013). Indicadores com casa canônica em outra aba (estrutura da DPMFi → aba Dívida; primário e NFSP → aba Receita e gastos; juros/PIB → idem) saíram deste payload; os levers são prescritivos e vivem só na seção Ferramentas.

Perímetros — honestidade de cálculo. Dívida/Receita usa DBGG (governo geral) sobre a receita líquida do governo central — proxy conservadora, declarada. r, g, r − g e o primário estabilizador vêm do bloco de sustentabilidade do pipeline (taxa implícita da DLSP × PIB nominal 12m, perímetro único do setor público consolidado) — calculados uma vez, nunca recalculados no front. Serviço da dívida = juros nominais 12m (RTN); o serviço TOTAL (juros + principal vincendo em 12m, RMD/Tesouro) entra como benchmark tracejado no mesmo card — as faixas de risco seguem calibradas para a série de juros.

Poupança. IBGE, Contas Nacionais Trimestrais (SIDRA t/2072): poupança bruta e PIB somados em 4 trimestres. Dívida em anos de poupança = DBGG %PIB ÷ taxa de poupança %PIB; juros % poupança = juros nominais 12m %PIB ÷ poupança %PIB.

Fontes vivas e mortas. BCB SGS, Tesouro RTN e IBGE atualizam diariamente via fiscal-pipeline.yml. O EMBI+ (IPEADATA/JPM) foi descontinuado na fonte pública em 2024 — o card mantém o histórico e diz isso. Projeção da DBGG: ilustrativa, sem efeito câmbio (nota no card).

Indicadores de Risco Fiscal baseados em 'How Countries Go Broke' (Ray Dalio, 2025). Os 4 indicadores prioritarios do livro (divida/renda, servico/renda, juro vs inflacao e crescimento, divida e servico vs poupanca) abrem a pagina como series historicas com faixas de risco; 14 indicadores semaforizados de ESTADO em 4 categorias (Carga, Capacidade, Stress, Monetizacao), cada um com serie mensal historica — 3 fronteiras por indicador (seguro/atencao/critico/ruptura), com ancoras externas quando existem (Maastricht, FMI, agencias, episodio 2020 do M0), percentis historicos da propria serie na carteira do BCB e calibracao AZ dos casos do livro no restante (ver calibracao_nota). A categoria Monetizacao adapta ao Brasil as variaveis de estagio final do livro: crescimento 12m do M0, carteira de titulos do BCB em % do PIB (nivel e fluxo 12m) e crescimento 12m da DPMFi em poder do mercado (soma dos detentores, RMD/Tesouro); compromissadas publicadas como serie de contexto no fiscal-classicos. Indicadores com casa canonica em outra aba (estrutura DPMFi, primario, NFSP, juros/PIB) sairam do payload; os 4 levers seguem como ferramenta prescritiva em data.levers (secao Ferramentas), fora do semaforo. r, g, r-g e primario estabilizador vem do bloco 'sustentabilidade' do fiscal-classicos v2 (taxa implicita da DLSP x PIB nominal 12m YoY, perimetro unico do setor publico consolidado) — calculados UMA vez no pipeline; nenhum componente do front recalcula. Equacao iterativa Debt(t+1)/Income(t+1) = [Debt(t)*(1+i) + Primary_Deficit(t)] / [Income(t)*(1+g)], matrizes Debt-to-Income apos 10 anos variando deficit e gap (i-g), e os 4 Levers calculados isoladamente. EMBI+ como validador de mercado (IPEADATA); projecao ilustrativa da DBGG com Focus. Variaveis em tempo real: BCB SGS, Tesouro RTN, IBGE.