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Câmbio econômico

BCB/SGS + FRED — sub-área de Contas Externas

O real está caro ou barato em termos reais? Câmbio real (REER e bilateral deflacionado), paridade de juros Selic−Fed e o teste da UIP na prática.

Contas Externas — Brasil

Balanço de pagamentos BPM6 do BCB em acumulado de 12 meses, financiamento por investimento direto, reservas e a pauta de comércio da SECEX/MDIC.

Referência: jul/26 · Reservas em 09/09/2026 · Comex 2026-06 a 2026-08

O Brasil roda com déficit em conta corrente de 2,49% do PIB em 12 meses — acima da banda editorial de ±2%, mas abaixo da referência de risco de 4%; o déficit é integralmente financiado por investimento direto (o IDP cobre 141% do buraco); o colchão de reservas soma US$ 374 bi (11 meses de importação).

Saldo em conta corrente (12m)
−2,49%do PIB
+1,0 p.p.vs 12m antesbanda editorial ±2% · risco: déficit > 4%
Cobertura pelo IDP
141%
≥100% = déficit financiado por capital de longo prazo
Reservas internacionais
374US$ bi
conceito liquidez · 09/09/2026
Meses de importação
11,0meses
regra de bolso FMI: 3 meses (bens e serviços)

O Brasil roda com déficit em conta corrente de 2,49% do PIB — acima da banda de ±2%, abaixo da referência de risco de 4%

Saldo anual de transações correntes em % do PIB desde 2000 — a pergunta-mãe das contas externas: o país financia o próprio crescimento? O ano corrente entra como janela móvel de 12 meses.

Giro 10/09/26Dado 01/07/26

Balanço de pagamentos

01 ·De onde vem o saldo

O comércio paga a conta dos lucros? A decomposição da conta corrente em 12 meses — e o eco do mês contra o mesmo mês do ano anterior.

O comércio gera US$ 70,4 bi em 12 meses — mas não paga a conta de US$ 133,3 bi de serviços e rendas

Saldo em transações correntes acumulado em 12 meses, US$ bilhões — positivos acima do zero, negativos abaixo; a linha navy é o saldo total.

Eco mensal

Transações correntes de jul/26: −US$ 8,1 bi — sem o mesmo mês do ano anterior na janela publicada.

Giro 10/09/26Dado 2026-07-01-01

Balança comercial

02 ·Comércio: o superávit cresce?

Exportações, importações e saldo de bens (BPM6) na janela de 12 meses, com o recorde da série anotado.

O superávit comercial soma US$ 70,4 bi em 12 meses — recorde: US$ 97,7 bi em fev/24

Exportações e importações de bens (BPM6) acumuladas em 12 meses; a área azul é o saldo. US$ bilhões.

Giro 10/09/26Dado 2026-07-01-01

Serviços

03 ·Onde mora o rombo de serviços

O déficit estrutural de serviços aberto por conta: transportes, viagens, telecom, propriedade intelectual.

Transportes lidera o déficit de serviços de US$ 53,1 bi em 12 meses (−US$ 13,8 bi)

Saldo por conta de serviços, acumulado em 12 meses, US$ bilhões — a linha navy é o saldo total de serviços.

Giro 10/09/26Dado 2026-07-01-01

Renda primária

04 ·Lucros e juros: por que o déficit não vai embora

A remuneração do capital estrangeiro instalado no país — o componente mais estável (e mais negativo) da conta corrente.

Lucros e juros drenam US$ 86,2 bi em 12 meses — mais que o superávit de bens (US$ 70,4 bi)

Saldo da renda primária por componente, acumulado em 12 meses, US$ bilhões. A linha tracejada verde é o saldo de bens 12m — a conta que o comércio precisa cobrir.

Giro 10/09/26Dado 2026-07-01-01

Financiamento

05 ·O financiamento é sadio?

Quanto do déficit o investimento direto cobre — e de que tipo de IDP estamos falando (participação ≠ quase-dívida intercompanhia).

O IDP cobre 141% do déficit em conta corrente — capital de longo prazo paga a conta

IDP acumulado 12m ÷ déficit em transações correntes 12m (ambos em % do PIB). Acima de 100%, o déficit é integralmente financiado por investimento direto.

Sem dados para o período selecionado.

Giro 10/09/26Dado 2026-07-01-01

Participação no capital responde por 46% do IDP de US$ 88,4 bi em 12 meses

Composição do IDP acumulado em 12 meses, US$ bilhões — a linha navy é o IDP total.

Giro 10/09/26Dado 2026-07-01-01

Reservas

06 ·O colchão

Quantos meses de importação as reservas pagam — e o nível do estoque em US$ bilhões.

As reservas pagam 11 meses de importação — 3,7× a regra de bolso do FMI

Painel de cima: quantos meses de importação as reservas cobrem, contra a régua de 3 meses do FMI. Painel de baixo: o nível das reservas em US$ bilhões (conceito liquidez).

Meses de importação cobertos

Sem dados para o período selecionado.

Nível das reservas

Sem dados para o período selecionado.

Giro 10/09/26Dado 2026-08-01-01

Comércio exterior

07 ·Comex em 3 cards

Composição da pauta por categoria e por parceiro — SECEX/MDIC, com a concentração na China em destaque.

Outros lidera a pauta exportadora (28% do top 15)

Principais categorias de exportação e importação nos últimos 12 meses. O share é calculado sobre a soma do top 15 listado — não sobre o total exportado/importado.

Exportações — share do top 15

  • OutrosUS$ 29,1 bi28,4%
  • Soja e derivadosUS$ 20,0 bi19,5%
  • Petróleo e derivadosUS$ 19,5 bi19,0%
  • Minério de ferroUS$ 7,6 bi7,4%
  • Carne bovinaUS$ 4,5 bi4,4%
  • VeículosUS$ 3,6 bi3,5%
  • AçúcarUS$ 3,0 bi3,0%
  • CaféUS$ 2,9 bi2,8%
  • Carne de frangoUS$ 2,7 bi2,7%
  • CeluloseUS$ 2,5 bi2,5%
  • OuroUS$ 2,2 bi2,1%
  • MilhoUS$ 1,5 bi1,5%
  • Ferro e aço (semimanufaturados)US$ 1,3 bi1,2%
  • AviõesUS$ 1,2 bi1,2%
  • AlgodãoUS$ 0,8 bi0,8%

Importações — share do top 11

  • OutrosUS$ 49,1 bi61,8%
  • Petróleo e derivadosUS$ 8,2 bi10,3%
  • Veículos e peçasUS$ 7,0 bi8,9%
  • Adubos e fertilizantesUS$ 4,4 bi5,6%
  • Eletrônicos (chips/celulares)US$ 3,5 bi4,4%
  • MedicamentosUS$ 2,0 bi2,5%
  • Pesticidas e defensivosUS$ 1,6 bi2,1%
  • PlásticosUS$ 1,5 bi1,8%
  • Máquinas industriaisUS$ 0,9 bi1,2%
  • Cobre (catodos)US$ 0,8 bi1,0%
  • TrigoUS$ 0,4 bi0,5%
Giro 10/09/26Dado ago/26

China compra 49% do top 10 de destinos — e fornece 40% do top de origens

Top 10 destinos das exportações e origens das importações (12m). Share sobre a soma do top listado.

China: 49,2% do top de destinosChina: 39,5% do top de origens

Destinos — share do top 10

  • ChinaUS$ 31,0 bi49,2%
  • Estados UnidosUS$ 10,2 bi16,2%
  • ArgentinaUS$ 4,2 bi6,7%
  • Países Baixos (Holanda)US$ 3,4 bi5,5%
  • ÍndiaUS$ 3,2 bi5,1%
  • EspanhaUS$ 2,8 bi4,5%
  • MéxicoUS$ 2,4 bi3,9%
  • SingapuraUS$ 2,0 bi3,2%
  • ItáliaUS$ 1,9 bi3,0%
  • CanadáUS$ 1,9 bi3,0%

Origens — share do top 10

  • ChinaUS$ 20,8 bi39,5%
  • Estados UnidosUS$ 11,8 bi22,4%
  • AlemanhaUS$ 4,3 bi8,1%
  • ArgentinaUS$ 3,5 bi6,7%
  • MéxicoUS$ 2,2 bi4,2%
  • RússiaUS$ 2,2 bi4,2%
  • ÍndiaUS$ 2,1 bi4,0%
  • Coreia do SulUS$ 2,1 bi4,0%
  • ItáliaUS$ 2,1 bi4,0%
  • JapãoUS$ 1,5 bi2,8%
Giro 10/09/26Dado ago/26

Contribuições por produto à variação do comércio — próxima evolução

No lugar das oito telas estáticas de composição mensal por seção.

As séries mensais empilhadas por seção do Sistema Harmonizado foram aposentadas: empilhar níveis mensais repete a sazonalidade da soja e do petróleo sem responder a pergunta que importa — o que mudou. A leitura correta é a contribuição de cada seção à variação interanual das exportações e importações, que exige o nível de 12 meses atrás (t-12) no builder do Comex. Evolução registrada na ficha técnica; até lá, os rankings acima respondem composição e os gráficos de 12m do bloco de comércio respondem tendência.

Giro 10/09/26Dado ago/26

Esmiuçamento

08 ·Análise completa

As séries 12m lado a lado, mês a mês, e o export CSV de cada bloco.

Análise completa — as contas externas mês a mês

As séries acumuladas em 12 meses lado a lado (US$ bilhões, exceto onde indicado) e o export CSV de cada bloco.

MêsTC 12mBensServiçosR. primáriaR. secundáriaIDP 12mCoberturaReservas
jul/26−62,9+70,4−53,1−86,2+5,9+88,4141%370
jun/26−61,7+70,6−52,6−85,7+6,0+89,3145%368
mai/26−64,2+67,4−51,8−85,7+5,9+83,3130%371
abr/26−64,0+67,2−51,3−85,7+5,8+79,2124%367
mar/26−64,1+64,3−50,3−84,0+5,9+75,7118%362
fev/26−61,1+65,8−49,8−82,8+5,8+75,9124%371
jan/26−65,6+61,3−49,8−82,7+5,6+79,2121%364
dez/25−66,7+59,7−50,6−81,3+5,5+77,7116%358
nov/25−73,5+55,3−52,1−82,2+5,4+83,1113%361
out/25−73,2+56,4−52,9−81,8+5,2+78,9108%357
set/25−75,3+53,6−53,1−81,0+5,1+74,799%357
ago/25−73,2+55,7−53,9−80,1+5,0+67,993%351
Giro 10/09/26Dado 01/07/26
Ficha técnica — fontes e metodologia

Fontes e séries (BCB/SGS, BPM6). Transações correntes 22701; bens 22707 (exportações 22711, importações por identidade); serviços 22719 (transportes 22728, viagens 22740, telecom/computação/informação 22776, propriedade intelectual 22779; demais = residual auditado); renda primária 22800 (lucros e dividendos de IDP 22812, lucros reinvestidos 22815, salários 22803; juros e demais = residual auditado da renda de investimento 22806); renda secundária 22838; IDP 22885 (participação 22891, reinvestimento 22892, intercompanhia = residual); reservas internacionais 13982 (diária, conceito liquidez). Denominador dos % do PIB: PIB acumulado em 12 meses em US$ (SGS 4192). Comércio por produto e país: SECEX/MDIC Comex Stat (NCM). Recessões: cronologia CODACE/FGV.

Correção histórica (importante).Na versão anterior deste painel, a série apresentada como "renda primária" era na verdade VIAGENS (SGS 22740) — corrigido para a renda primária de fato (22800). O denominador dos percentuais do PIB também foi corrigido para o PIB de 12 meses em US$ (SGS 4192). Com as duas correções, os números em % do PIB mudaram na casa de 2× — a leitura econômica anterior estava distorcida.

Metodologia — honestidade de cálculo.Todas as séries analíticas em ACUMULADO 12m: o fluxo mensal bruto do BP é dominado por sazonalidade (soja no 1º semestre, remessas de lucros no fim do ano) e só aparece como "eco mensal" contra o mesmo mês do ano anterior. Identidades (componentes = total) auditadas no builder com tolerância absoluta; resíduos são gravados como série própria, nunca forçados. Cobertura do déficit = IDP 12m ÷ |TC 12m|, sem leitura quando a TC está superavitária. Meses de importação = reservas ÷ média mensal 12m das importações (bens e serviços quando disponível).

Réguas editoriais (declaradas, não "científicas"). Banda de ±2% do PIB para a conta corrente é guia editorial — não há consenso de literatura; a referência de RISCO é assimétrica: déficits acima de 4% do PIB. Cobertura de 100% pelo IDP = déficit integralmente financiado por capital de longo prazo. Reservas: a regra de bolso do FMI é 3 MESES de importação (não 6) — o Brasil opera muito acima e a régua é contexto.

Evoluções registradas. Contribuições YoY por seção do Comex (exige nível t-12 no builder); Guidotti–Greenspan (reservas ≥ dívida externa de curto prazo — sem série integrada); métrica ARA do FMI.

Pipeline: data-pipeline/python/build_contas_externas.py (schema v2) · workflow contas-externas-pipeline.yml.