Pular para o conteúdo

PNAD Contínua — Mercado de Trabalho

O retrato amplo do trabalho no Brasil (formais, informais, conta própria e quem desistiu de procurar) — da taxa de desocupação à massa real de rendimentos.

Referência: 1T26 (trimestre calendário) · massa de rendimento até mai/26 (trimestre móvel)

A desocupação ficou em 6,1% no 1T26, abaixo da mediana histórica de 8,8%; a queda de 0,9 p.p. em um ano veio em parte com menos gente procurando trabalho (participação −0,2 p.p.); o poder de compra agregado do trabalho cresce 4,8% em um ano.

Desocupação 1T26
6,1%
−0,9 p.p.YoY5,3% dessaz. (estimativa própria)
Participação
62,0%
−0,2 p.p.YoYforça de trabalho ÷ PIA
Informalidade
37,3%
−0,7 p.p.YoYsérie desde 4T2015
Massa de rendimento real (YoY)
+4,8%
motor do consumo — trimestre móvel

Desocupação dessazonalizada de 5,3% é a mínima da série iniciada em 2012

A pergunta de partida do painel: o desemprego está alto ou baixo para o padrão brasileiro? Linha azul: taxa livre de sazonalidade (estimativa própria); tracejada cinza: taxa observada, como o IBGE divulga.

Giro 16/07/26Dado 01/02/26

O teste do motivo

01 ·O desemprego caiu pelo motivo certo?

Participação e nível da ocupação na mesma unidade (% da PIA): a queda da desocupação só é boa notícia quando vem de mais gente ocupada, não de gente desistindo de procurar.

Ocupação em 58,2% da PIA sobe, mas a participação recua — a queda do desemprego é só em parte genuína

As duas séries na mesma unidade (% da população em idade de trabalhar): quem procura trabalho e quem de fato trabalha. É o teste de qualidade de qualquer queda da desocupação.

Giro 16/07/26Dado 01/02/26

Folga do mercado

02 ·Quanta força de trabalho sobra?

Desocupação, subutilização composta e informalidade em escala própria — a medida ampla da folga que a taxa-manchete não captura.

Folga além do desemprego: a subutilização de 14,3% é 2,3× a desocupação de 6,1%

A desocupação subestima a folga do mercado de trabalho: a subutilização composta soma quem trabalha menos horas do que gostaria e quem está disponível mas não procurou; a informalidade mede a qualidade da ocupação existente.

Giro 16/07/26Dado 01/02/26

Vínculo

03 ·A ocupação que cresce é de qualidade?

Com × sem carteira no setor privado (mil pessoas) e o share de conta própria — formalidade é a diferença entre emprego com proteção e bico.

Carteira assinada lidera: +504 mil em um ano, contra +79 mil sem carteira

Carteira assinada é o proxy de vínculo formal (proteção, FGTS, previdência). O painel separa o crescimento formal do informal; o share de conta própria completa a leitura de qualidade.

Ocupados no setor privado (mil pessoas)

Conta própria (% dos ocupados)

Giro 16/07/26Dado 01/02/26

Decomposição

04 ·Quais setores criam ocupação?

A variação da ocupação decomposta por grupamento de atividade, em barras divergentes — quem cria e quem destrói postos, em vez do empilhado de 100 milhões onde nada se via.

Ocupação cresce 1.354 mil em um ano — maior motor: Adm pública/saúde/educação (+860 mil)

Δ em mil pessoas ocupadas por grupamento de atividade: 1T26 vs 1T25. Quem cria e quem destrói postos — a soma das barras é o Δ total do título.

Giro 16/07/26Dado 01/02/26

Renda agregada

05 ·Massa de rendimento real

Ocupação × rendimento médio real: o canal que liga o mercado de trabalho ao consumo das famílias.

Massa real de rendimentos de R$ 378 bi cresce 4,8% em um ano

Ocupação × rendimento médio real, agregados: quanto dinheiro do trabalho entra na economia por mês. É o motor do consumo das famílias — e a ponte do mercado de trabalho para a atividade.

Nível (R$ bilhões, valores reais)

Variação interanual (YoY)

Giro 16/07/26Dado 01/05/26

Esmiuçamento

06 ·Análise completa

Os últimos 8 trimestres em tabela e a série completa em CSV (taxas, carteira e massa).

Análise completa — últimos 8 trimestres

As taxas-síntese lado a lado e o export da série completa (taxas, carteira e massa de rendimento) em CSV no padrão Excel pt-BR.

TrimestreDesocup.Dessaz.*Particip.Nível ocup.Informal.Subutil.
1T266,1%5,3%62,0%58,2%37,3%14,3%
4T255,1%5,4%62,1%58,9%37,6%13,4%
3T255,6%5,8%62,2%58,7%37,8%13,9%
2T255,8%6,0%62,4%58,8%37,8%14,4%
1T257,0%6,3%62,2%57,8%38,0%15,9%
4T246,2%6,5%62,6%58,7%38,6%15,2%
3T246,4%6,6%62,3%58,4%38,8%15,7%
2T246,9%7,0%62,1%57,8%38,7%16,4%
Giro 16/07/26Dado 01/02/26
Ficha técnica — fontes e metodologia

Fontes e séries. IBGE/SIDRA — PNAD Contínua Trimestral: 4099 (desocupação, % da força de trabalho), 6461 (participação, nível da ocupação e subutilização composta), 8529 (informalidade, % dos ocupados — série iniciada no 4T2015), 4096 (composição da ocupação por posição), 5434 (ocupados por grupamento de atividade, mil pessoas), 4097 (setor privado com/sem carteira, exclusive domésticos, mil pessoas) e 6392 (massa de rendimento mensal real habitual). Recessões: cronologia CODACE/FGV.

Janelas amostrais distintas — declaradas. As taxas e os recortes por setor/vínculo usam o trimestre CALENDÁRIO (1T = jan–mar); a massa de rendimento (6392) usa trimestre MÓVEL terminado no mês de referência. As duas janelas não coincidem — compare tendências, não pontos. Algumas tabelas têm hiato no período pandêmico (suspensão da coleta presencial entre 2020 e 2022).

Metodologia — honestidade de cálculo. desocupacao_sa é dessazonalização PRÓPRIA (STL robusta a 2020): o IBGE não publica ajuste sazonal oficial da PNAD — trate como estimativa da casa. A massa real já vem deflacionada pelo IBGE (deflator oficial) — não re-deflacionamos. Variações de taxas são sempre YoY em PONTOS PERCENTUAIS (vs mesmo trimestre do ano anterior — a comparação que controla a sazonalidade); variações de contingentes (mil pessoas) são diferenças absolutas. A "taxa combinada" (4114) foi descartada do painel: redundante com a subutilização composta (segue disponível no CSV).

Pipeline: data-pipeline/python/build_emprego_pnad.py (schema v2) · GitHub Actions (cron mensal, dia 16).