Janela de 1º a 30 de setembro de 2026, com atualizações até 1º/10 · fechamento em 01/10, três dias antes do primeiro turno
O Copom cortou a Selic para 13,75% em 16 de setembro, por unanimidade, no quinto corte consecutivo de 25 pontos-base, e o Federal Reserve subiu a banda do Fed funds para 3,75–4,00% no mesmo dia, por 12 votos a zero, na primeira alta desde julho de 2023. A mediana do Focus para a Selic de fim de 2026, parada em 13,75% desde o fim de julho, caiu para 13,50% no corte de 18 de setembro. O mercado leu o comunicado como porta aberta para novembro, e a ata de 22 de setembro não a fechou.
O petróleo e o juro longo americano subiram juntos ao longo do mês. O Brent saiu de US$ 90,49 em 31 de agosto para US$ 108,75 em 15 de setembro, com o oleoduto Leste-Oeste saudita fechado por drones e os houthis no controle de Bab el-Mandeb, e fechou setembro a US$ 103,53. O Treasury de dez anos foi de 4,76% a 5,29%, máxima desde 2007, e o índice MOVE de volatilidade de juros subiu 47% no mês. No Brasil, a curva pré fez o caminho contrário: o vértice de dez anos caiu de 14,73% para 14,11%.
A combinação explica a tese do mês. As casas convergiram para PIB de 1,7–1,8% em 2026 e 1,0–1,3% em 2027, o Banco Central cortou a própria projeção de 2,0% para 1,8%, e a desaceleração virou o argumento de quem defende mais cortes. Contra ela pesam o IPCA-15 de setembro de +0,70%, que devolveu a inflação de doze meses a 4,47%, o câmbio que fechou setembro onde abriu apesar do Fed, e a eleição de 4 de outubro em empate técnico no segundo turno.
Nota de edição. Esta rodada fechou em 1º de outubro, quinta-feira, antes da primeira segunda do mês. A edição de agosto foi produzida em 14/09, por isso o DIFF compara o fechamento de 31/08 com o de 30/09 e, quando útil, mostra a leitura intermediária de 11–14/09 que aquele número carregava. A edição de julho não existe; a série mensal tem maio, junho, agosto e setembro.
| Indicador | Fim ago (31/08) | 11–14/09 | Fim set (30/09) | Δ setembro |
|---|---|---|---|---|
| Política monetária | ||||
| Selic vigente | 14,00% | 14,00% | 13,75% | −25 p.b. |
| Fed funds (teto) | 3,75% | 3,75% | 4,00% | +25 p.b. |
| BCE (depósito) / BoJ | 2,25% / 1,00% | 2,50% / 1,00% | 2,50% / 1,25% | +25 / +25 p.b. |
| Expectativas — Boletim Focus (cortes de 28/08, 11/09 e 25/09) | ||||
| Selic fim 2026 (mediana) | 13,75% | 13,75% | 13,50% | −25 p.b. |
| Selic fim 2026 (média) | 13,67% | 13,58% | 13,47% | −20 p.b. |
| Selic fim 2027 / 2028 | 12,00% / 10,50% | 12,00% / 10,50% | 12,00% / 10,50% | = |
| IPCA 2026 / 2027 | 5,01% / 4,28% | 4,90% / 4,30% | 4,99% / 4,31% | −0,02 / +0,03 |
| PIB 2026 / 2027 | 1,92% / 1,50% | 1,89% / 1,45% | 1,86% / 1,41% | −0,06 / −0,09 |
| USD/BRL fim 2026 / 2027 | 5,20 / 5,30 | 5,20 / 5,28 | 5,20 / 5,28 | = / −0,02 |
| Inflação corrente | ||||
| IPCA m/m (último divulgado) | +0,07% (jul) | −0,32% (ago) | −0,32% (ago) | deflação |
| IPCA-15 m/m | −0,40% (ago) | — | +0,70% (set) | +1,10 p.p. |
| Inflação 12 meses (IPCA → IPCA-15) | 4,44% | 4,22% | 4,47% (IPCA-15) | +0,25 p.p. |
| Juros | ||||
| DI Jan/27 | 13,615% | — | 13,555% | −6 p.b. |
| DI Jan/29 | 14,175% | — | 13,790% | −38,5 p.b. |
| DI Jan/31 | 14,480% | — | 13,96% | −52 p.b. |
| Pré 10 anos (ETTJ Anbima) | 14,73% | 14,56% (15/09) | 14,11% | −62 p.b. |
| Treasury 2 anos / 10 anos | 4,34% / 4,76% | 4,65% / 4,97% | 4,89% / 5,29% | +55 / +53 p.b. |
| Bund 10a / JGB 10a / Gilt 10a | 3,34% / 3,00% / 5,21% (02/09) | — | 3,57% / 3,10% / 5,42% | +23 / +10 / +21 p.b. |
| Câmbio, commodities e bolsa | ||||
| USD/BRL (PTAX venda) | 5,1816 | 5,1258 | 5,1809 | −0,01% |
| DXY (Yahoo, fechamento) | 99,43 | 99,46 | 101,45 | +2,0% |
| Brent (US$/b) | 90,49 | 104,61 | 103,53 | +14,4% |
| Ouro (US$/oz, futuro) | 4.481,5 | 4.408,9 | 4.186,7 | −6,6% |
| Minério 62% (US$/t) | — | 98,02 | 96,59 | −1,5% (vs 11/09) |
| Ibovespa | 177.419 | 187.207 | 186.340 | +5,03% |
| S&P 500 / Nasdaq | 7.686 / 26.371 | 7.657 / — | 7.652 / 26.861 | −0,5% / +1,9% |
| Fiscal | ||||
| DBGG (% PIB, mês de ref.) | 82,56 (jul) | — | 82,86 (ago) | +0,30 p.p. |
| Primário gov. central no ano | −R$ 81,3 bi (jan–jul) | — | −R$ 94,9 bi (jan–ago) | −R$ 13,6 bi em ago |
Quatro números resumem o mês: a mediana do Focus para a Selic de 2026 cedeu 25 p.b. depois de sete semanas parada; o pré de dez anos caiu 62 p.b. enquanto o Treasury de dez anos subiu 53 p.b.; o Brent subiu 14% e o real fechou onde abriu; a dívida bruta passou de 82,5% para 82,9% do PIB. Os dois primeiros são o descolamento entre Brasil e mundo medido na curva; os dois últimos são o motivo de ele ainda não ter custado câmbio.
A 281ª reunião do Copom, em 15 e 16 de setembro, reduziu a Selic de 14,00% para 13,75%, por unanimidade, com o colegiado desfalcado de duas diretorias. O comunicado manteve o cenário de referência em 5,2% para o IPCA de 2026, 3,9% para 2027 e 3,2% no primeiro trimestre de 2028, o horizonte relevante, e registrou que "a inflação cheia e a média das medidas subjacentes desaceleraram, situando-se abaixo do limite superior do intervalo de tolerância, porém ainda acima da meta". Sobre os próximos passos, o texto diz que "a magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações". A ata de 22 de setembro atribuiu o corte à moderação da atividade e ao crédito, repetiu que "em um ambiente de expectativas desancoradas exige-se restrição monetária maior e por mais tempo" e deixou novembro em aberto.
O Relatório de Política Monetária do terceiro trimestre, em 24 de setembro, cortou a projeção de PIB de 2026 de 2,0% para 1,8%, com consumo das famílias de 2,1% para 1,2% e indústria de 2,3% para 1,5%, e manteve o IPCA de 2026 em 5,2%, com a inflação recuando a 4,4% no terceiro trimestre e voltando a 5,2% no fim do ano pela reversão dos bônus de energia. A probabilidade de a inflação de 2026 estourar o teto de 4,5% subiu de 79% para 90%. O Focus respondeu em duas etapas: a mediana da Selic de 2026 caiu a 13,50% no corte de 18 de setembro e ficou lá em 25 de setembro, com a média em 13,47%; a do IPCA de 2026 subiu de 4,90% para 4,99% depois do IPCA-15.
data/nao-api/previsoes-macro.json (casa focus); média embutida da apuração de 01/10 na API Olinda do BCB. Fonte: BCB/Olinda.A curva pré comprou o corte sem cobrar prêmio na ponta longa. Entre 31 de agosto e 30 de setembro, o vértice de um ano da ETTJ caiu de 13,60% para 13,44%, o de dois anos de 14,10% para 13,74%, o de cinco anos de 14,71% para 14,16% e o de dez anos de 14,73% para 14,11%, com a maior parte do movimento depois do Copom. O DI Jan/31 recuou 52 p.b. no mês e o Jan/29, 38,5 p.b. A Anbima registrou IMA-B 5+ de −1,92% em setembro e IRF-M 1+ de −0,15%. No caso das NTN-Bs, a perda vem da atualização do VNA pelo IPCA de agosto, de −0,32%, e não de abertura de taxa: o cupom real de dez anos caiu de 7,76% para 7,49% no mês. O IRF-M 1+ negativo num mês de curva pré em queda não fecha com a ETTJ de fim de mês e fica registrado nos caveats para conferência no boletim completo da Anbima.
data/br_ettj.json do painel, com snapshot de 01/10 embutido.O FOMC elevou o Fed funds para 3,75–4,00% em 16 de setembro, por 12 votos a 0, depois de três dissidências a favor de alta na reunião de julho. O comunicado afirma que "inflation remains elevated" e que "today's policy action will support a timelier return to the Committee's 2 percent goal". Na coletiva, Warsh disse que "the plain fact is that inflation is too high and has been for too long" e que o PCE total de agosto rodava a cerca de 3,6%, com núcleo em 3,2%; sobre o petróleo, "what we can do, and will do, is ensure that any change in relative prices don't broaden out". O dot plot mediano subiu de 3,8% para 4,1% em 2026 e de 3,6% para 4,1% em 2027, com 16 dos 18 participantes projetando ao menos mais uma alta neste ano. O PCE de agosto, divulgado em 30 de setembro, veio a 3,4% no cheio e 3,0% no núcleo, abaixo do que Warsh havia antecipado, e as apostas de alta em outubro recuaram no último dia do mês.
O mercado de juros foi além do Fed. O Treasury de dois anos subiu de 4,34% para 4,89% no mês e o de dez anos de 4,76% para 5,29%, com o de trinta anos a 5,64%; o spread 2s10s fechou em 37 p.b. Os três movimentos coincidiram com o petróleo: o dia 10 de setembro, em que o Brent passou de US$ 101 para US$ 107, foi também o dia em que o dez anos saltou de 4,84% para 4,94%, e a semana de 23 a 28 de setembro, em que Trump rejeitou a proposta iraniana de reabrir Ormuz, levou o dez anos de 4,97% a 5,24%. Warsh listou três causas para o juro longo: a força da economia, a "competition for capital" dos hyperscalers e a geopolítica. O BIS, no Quarterly Review de 14 de setembro, atribuiu a alta ao prêmio a termo e ao fiscal.
O resto do G10 acompanhou o Fed. O BCE havia subido o depósito a 2,50% em 10 de setembro, com projeções de HICP de 3,0% em 2026 e 2,5% em 2027 e PIB de 0,9% e 1,4%; Lagarde disse ao Parlamento Europeu em 28 de setembro que o choque de energia é "too large to look through", mas que a resposta será "measured" porque não há repasse a salários, e os futuros precificam cerca de 60% de nova alta em 29 de outubro. O Banco do Japão subiu a 1,25% em 18 de setembro, por 7 a 2, maior taxa desde 1995, e o JGB de dez anos tocou 3,115%, máxima desde 1996. O Banco da Inglaterra manteve 3,75% em 17 de setembro, por 6 a 3, com Greene, Mann e Pill votando por alta; o gilt de dez anos fechou o mês em 5,42%. O spread OAT-Bund abriu para 111–120 p.b., o maior desde 2012, por causa do orçamento francês. Entre os emergentes, a Colômbia subiu a 12,25% em 30 de setembro, por surpresa; Banxico manteve 6,50%, Chile 4,50%, Peru 4,25%, Indonésia 5,75% e a Turquia 37%, com porta aberta para corte em outubro.
Dezesseis casas publicaram ou reafirmaram projeção de Selic com data nos trinta dias da janela. Elas se dividem em três blocos para a reunião de 3 e 4 de novembro, a primeira depois do segundo turno. O bloco da pausa em 13,75% reúne Itaú, BTG, Genial, Citi, BB Investimentos, C6 e JP Morgan. O bloco de um corte e pausa, em 13,50%, tem o Santander, que migrou em 25 de setembro, e o Goldman, que em 15 de setembro estava na pausa e depois da ata passou a esperar "mais um corte em novembro, com pouco espaço para continuidade", sem número novo. O bloco de dois cortes, em 13,25%, reúne Bradesco, Safra, XP, Inter, BofA e ASA. A revisão mais relevante do mês foi a do Bradesco, em 18 de setembro: de 13,75% para 13,25% em 2026, cortes em novembro e dezembro, três a quatro cortes de 50 p.b. no início de 2027 e terminal de 11,00%, a mais baixa entre as casas núcleo.
| Casa | Selic 26 | IPCA 26 | PIB 26 | USD 26 | Selic 27 | IPCA 27 | PIB 27 | Revisão | Viés |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Referência | |||||||||
| Mediana Focus (25/09) | 13,50 | 4,99 | 1,86 | 5,20 | 12,00 | 4,31 | 1,41 | 25/09 | Selic28 10,50; IPCA28 3,80 |
| Banco Central (RPM 3T) | — | 5,2 | 1,8 | — | — | 3,9 | 1,4 | 24/09 | 1T28: 3,2% |
| Pausa em 13,75% | |||||||||
| Itaú (Guillen) | 13,75 | 5,1 | 1,7 ▼ | 5,30 | 12,50 | 4,6 ▲ | 1,2 ▼ | 27/09 | hawkish; USD27 5,50 |
| BTG (Berriel/Mansueto) | 13,75 | 5,2 | 1,8 ▼ | 5,40 | 12,50 | 4,4 | 1,1 | 08 e 15/09 | hawkish; "pausa por credibilidade" |
| Genial (Camargo) | 13,75 | — | — | — | 12,00 | — | — | 15–16/09 | hawkish; desinflação "pontual" |
| Citi (Porto) | 13,75 | — | — | — | 12,50 | — | — | 15/09 | hawkish; retoma em 2027 |
| BB Investimentos | 13,75 | — | — | — | — | — | — | 15/09 | neutro |
| C6 Bank / JP Morgan BR | 13,75 | — | — | — | — | — | — | 15/09 | pausa (levantamento Money Times) |
| Um corte e pausa, 13,50% | |||||||||
| Santander (Caruso) | 13,50 ▼ | 5,0 ▲ | 1,8 | — | 12,50 | 4,0 | 1,3 | 25/09 | neutro; Brent 2S 80→90 |
| Goldman BR (Ramos) | 13,75* | — | — | 4,50–4,80 / 5,80† | 12,00 | — | — | 15 e 22/09 | neutro; *corte em nov. sem número |
| Dois cortes, 13,25% | |||||||||
| Bradesco DEPEC (Honorato) | 13,25 ▼ | 4,9 | 1,7 ▼ | 5,00 | 11,00 | 4,1 | 1,0 ▼ | 18/09 | dovish; abaixo de 10% só em 2028 |
| Safra (Rosignoli) | 13,25 | — | 1,9 | — | 11,00 | — | 1,4 | 17/09 | dovish; comunicado "dovish" |
| XP (Megale) | 13,25 | 5,0 | 1,7 ▼ | 5,00 | 11,50 | 4,2 | 1,0 | 04, 14 e 21/09 | dovish; 0,50 em 2027 |
| BofA (Beker) | 13,25 ▼ | 5,0 | 1,8 ▼ | — | 11,25 ▼ | — | 0,9 ▼ | 14/09 | o mais dovish; Selic28 11,25 |
| Inter (R. Vitória) | 13,25 | — | 1,7 | — | ≥2 p.p. de corte‡ | — | 1,5 | 25/09 | dovish; condicional ao fiscal |
| ASA (Bittencourt) | 13,25 | — | — | — | 12,00 | — | — | 15/09 | dovish |
| Sem publicação com número na janela | |||||||||
| Empiricus (última peça datada: 28/05), HSBC BR, BNP Paribas BR, Daycoval, Kinea (só notas de FIIs e ações), Polo, Morgan Stanley BR, UBS BB (nota de ações de bancos em 25/09, sem macro). Nenhuma vintage antiga foi usada como projeção atual. | |||||||||
▲▼ = revisão dentro da janela, em relação à publicação anterior da própria casa. † Goldman: cenários de câmbio condicionais ao ajuste fiscal pós-eleição (R$ 4,50–4,80 com ajuste crível; R$ 5,80 sem). ‡ Inter: só qualitativo para 2027. O levantamento do Money Times de 15/09 traz Safra em 13,50/12,00, mas o site do próprio Safra (11, 15 e 17/09) diz 13,25/11,00; prevalece a fonte primária.
data/nao-api/previsoes-macro.json (série que esta rodada alimenta). Barra azure = mediana Focus; navy = casas. Snapshot de 01/10 embutido.Nenhuma casa subiu PIB em setembro. Itaú cortou 2026 de 1,9% para 1,7% e 2027 de 1,5% para 1,2%; BTG, de 2,0% para 1,8% e 1,1% em 2027; Bradesco, de 1,9% para 1,7% e de 1,3% para 1,0%; XP, de 2,0% para 1,7% com "riscos baixistas" para o 1,0% de 2027; BofA, de 2,3% para 1,8% e de 1,3% para 0,9%. O Banco Central foi de 2,0% para 1,8%. A mediana do Focus caiu de 1,92% para 1,86% em 2026 e de 1,50% para 1,41% em 2027. Os dados do mês sustentam o movimento: o IBC-Br de julho caiu 0,2% depois de −0,6% em junho, o varejo restrito de julho caiu 0,8%, os serviços ficaram em 0,0% pelo segundo mês e a indústria subiu 0,2% com queda de 0,5% em doze meses. O mercado de trabalho não acompanhou: o Caged de agosto criou 165,8 mil vagas, quase o triplo de julho, e o desemprego do trimestre até agosto ficou em 5,3%, mínima da série para o período, com 103,5 milhões de ocupados.
A divergência está no que a desaceleração significa para o Copom. Para o Bradesco, "a divulgação do PIB do segundo trimestre confirmou uma desaceleração mais intensa da economia, mesmo em um período em que diversos estímulos estão em vigor", e as famílias "pagam aos bancos mais recursos do que recebem líquidos em novo crédito"; a conclusão é mais corte. Para o Santander, "a desaceleração deixou de ser apenas uma expectativa e passou a aparecer de forma mais clara nos dados", o que justifica um corte em novembro e depois pausa: "o próximo passo parece claro; o ponto final não". Para o BTG, "parar agora teria valor informacional e de credibilidade", porque as expectativas longas pioraram e os choques do 6x1, do El Niño e do petróleo estão à frente. O Itaú combinou PIB menor com IPCA de 2027 maior, de 4,4% para 4,6%, e dólar a R$ 5,30 em 2026 e R$ 5,50 em 2027; a pausa decorre do câmbio, não da atividade.
O IPCA de agosto, divulgado em 11 de setembro, caiu 0,32%, a deflação mais intensa desde agosto de 2022, com habitação em −1,87% pelo bônus de Itaipu e transportes em −0,86%; o acumulado em doze meses foi a 4,22%. O IPCA-15 de setembro, em 25 de setembro, subiu 0,70%, contra mediana de 0,53% e teto das projeções de 0,66%, com energia elétrica em +7,42% pelo fim do bônus, habitação em +2,07% e despesas pessoais em +0,96%; o acumulado em doze meses voltou a 4,47%. A média dos núcleos em agosto ficou em 4,30% em doze meses, com o EX3 em 3,93% e o EX0 em 4,50%, todos acima da meta de 3% e abaixo do teto de 4,5%. O comunicado do Copom usou exatamente essa posição para justificar o corte e, ao mesmo tempo, manter a palavra "cautela".
data/ipca.json, snapshot de 01/10 embutido.Os preços internacionais empurram na direção contrária aos núcleos. O Santander subiu o IPCA de 2026 de 4,9% para 5,0% "principalmente pela perspectiva de alimentos mais caros" e revisou o Brent do segundo semestre de US$ 80 para US$ 90. A Genial argumenta que a desinflação recente "veio de fatores pontuais e não da política monetária" e que o El Niño e o petróleo acima de US$ 100 podem revertê-la. O Banco Central, no RPM, projeta o IPCA recuando a 4,4% no terceiro trimestre e subindo de volta a 5,2% no fim do ano. O Focus para o IPCA de 2027 subiu de 4,28% para 4,31% no mês, e o Top 5 de longo prazo coloca 3,95%; a desancoragem continua no horizonte relevante, que é onde o Copom diz olhar.
O relatório bimestral de 24 de setembro reviu o resultado primário de 2026 de superávit de R$ 10,8 bilhões para déficit de R$ 13,6 bilhões, com frustração de R$ 13,1 bilhões no imposto de renda, e anunciou contenção de R$ 16,1 bilhões, dos quais R$ 13,6 bilhões de contingenciamento e R$ 2,4 bilhões de bloqueio. Sem as exceções da meta, o déficit projetado é de R$ 80,9 bilhões, contra R$ 52 bilhões no relatório anterior. O governo central teve déficit de R$ 13,6 bilhões em agosto, melhor que os R$ 16 bilhões esperados, e acumula R$ 94,9 bilhões no ano, com receita líquida real crescendo 3,5% e despesa 1,9%. O setor público consolidado teve déficit primário de R$ 10 bilhões em agosto e de R$ 82,1 bilhões em doze meses; a dívida bruta subiu de 82,56% para 82,86% do PIB e a líquida foi a 69,26%. O Prisma Fiscal de setembro melhorou a projeção de déficit do governo central para R$ 52,3 bilhões em 2026, mas elevou a DBGG de 2026 para 83,2% e mantém 87% em 2027.
data/fiscal-classicos.json. O dado de agosto (82,86%, divulgado em 30/09) ainda não estava no painel no fechamento e aparece como ponto isolado, do release do BCB. Linhas de referência: Prisma Fiscal de setembro para 2026 (83,2%) e 2027 (87,0%).O debate público sobre a dívida foi o mais polarizado do mês. No Macro Day do BTG, em 1º de setembro, Mansueto Almeida disse ver "a dívida pública do Brasil entre 87 e 88% do PIB" em 2027 e "90% do PIB logo ali no primeiro semestre de 2028", com "crescimento real do gasto público federal de 21%, praticamente o dobro do crescimento do PIB numa economia que está em pleno emprego". Felipe Salto, da Warren, foi a voz dissonante em 16 de setembro: "o risco é zero do Brasil quebrar; não existe crise fiscal no Brasil nesse momento", com déficit primário "em torno de 0,4% do PIB", colchão de liquidez de R$ 1,35 trilhão e dívida que "vai atingir 90% do PIB e até 2035 coisa próxima de 100%" no cenário base. A proposta dele para 2027, "anunciar o plano de voo e fazer um superávit em torno de 0,3 a 0,5% do PIB", é compatível com o que o mercado precifica no trade eleitoral: ajuste fiscal, de quem quer que seja. A PLOA de 2027, apresentada em 31 de agosto, cumpre a meta de 0,5% do PIB apenas com a dedução de R$ 64,7 bilhões.
A terceira estimativa do PIB americano do segundo trimestre, em 30 de setembro, subiu para 2,2% anualizado, 0,7 ponto acima da segunda. O GDPNow do terceiro trimestre oscilou entre 5,0% em 25 de setembro e 3,7% em 30 de setembro. O varejo de agosto cresceu 1,2%, o payroll de agosto somou 162 mil vagas com desemprego de 4,1%, e os ISM de agosto ficaram em 54,6 na indústria e 55,4 nos serviços. Os sinais de fragilidade vieram do consumidor e das vagas: o JOLTS de agosto caiu a 7,08 milhões, abaixo dos 7,23 milhões esperados; a confiança do Conference Board de setembro caiu a 81,9, a menor desde 2014; o sentimento de Michigan fechou setembro em 48,1 com expectativa de inflação de um ano em 4,6%. As hipotecas de trinta anos voltaram a mais de 7%. O Beige Book de 2 de setembro descreveu atividade "increased modestly" em dez dos doze distritos, puxada por data centers, com pressão de custo em energia, metais e petroquímicos.
A China divulgou PMI oficial de manufatura de 50,1 em setembro, de volta à expansão depois de 49,8, com o RatingDog/Caixin em 52,1; a produção industrial de agosto cresceu 5,2% e as exportações seguiram fortes. O varejo cresceu 0,4%, o investimento fixo acumulado no ano caiu 7,2% e o imobiliário caiu 25,5% no mês. O PPI de agosto ficou em 3,8% e o CPI em 0,8%; o LPR ficou parado pelo décimo sexto mês, em 3,0% e 3,5%. A cúpula Trump-Xi em Washington, em 24 de setembro, estendeu a trégua tarifária até 10 de janeiro de 2027 sem acordo sobre chips. Na Europa, o BCE projeta PIB de 0,9% em 2026; o HICP de agosto ficou em 3,2% com energia em +14,3%; o Stoxx 600 caiu 2,5% no mês, e a AfD venceu em Mecklenburg-Vorpommern em 20 de setembro. A OCDE, no Interim Outlook de 23 de setembro, manteve PIB global de 2,9% em 2026 e 3,0% em 2027, com o choque do Oriente Médio amortecido por apoio fiscal e estoques.
A PTAX de venda fechou setembro em R$ 5,1809, contra R$ 5,1816 em 31 de agosto, com mínima de R$ 5,07 em 2 de setembro e máxima de R$ 5,22 em 29 de setembro. No mesmo mês o DXY subiu 2,0%, o euro caiu a 1,1312, mínima desde maio de 2025, o peso mexicano perdeu 6,2% e o iene ganhou 1,5% com a alta do BoJ. O real foi a exceção entre os emergentes por três razões mensuráveis: o diferencial de juros, a balança comercial, que acumula US$ 61,8 bilhões de superávit até setembro, 36% acima de 2025, e o fluxo estrangeiro na B3, de R$ 9,4 bilhões positivos até 25 de setembro, depois de R$ 18,4 bilhões negativos em agosto. A TD Securities manteve 5,30 para o segundo semestre e "would not advocate owning BRL for carry"; a Amundi favorece o real pelo carry e escreve que "the downside seems limited if Lula wins, but the upside is notable if he loses"; o Goldman BR coloca R$ 4,50–4,80 com ajuste fiscal crível e R$ 5,80 sem.
data/acoes_ibov.json (snapshot de 01/10 embutido). Marcadores: 16/09, Copom e FOMC; 24/09, Datafolha com Lula 40 × Flávio 36 no 1º turno.O Ibovespa fechou setembro em 186.340 pontos, alta de 5,03% no mês, 8,32% no trimestre e 15,65% no ano, depois de ter chegado perto de 190 mil em 10 de setembro. As pesquisas finais mostraram Lula à frente no primeiro turno, 40 a 36 no Datafolha de 24 de setembro e 39 a 34 na Quaest de 28 de setembro, e segundo turno em empate técnico em todos os institutos: Flávio 42 × Lula 41 na Quaest de 21 de setembro, Lula 46 × 44 no BTG/Nexus de 28 de setembro, Flávio 47,7 × 47,6 na AtlasIntel de 29 de setembro. André Leite, da TAG, resumiu o que as mesas esperam: "tanto a média quanto a mediana estão esperando uma diferença de 2,4% a favor do Lula" no primeiro turno, e "a classe de ativo que a gente gosta menos em qualquer um dos dois cenários é a moeda". A Kinea escreveu que "múltiplos baixos, sozinhos, não significam oportunidade", e a Arbor segue zerada em Brasil. Nos Estados Unidos, 75% das ações do S&P 500 caíram em setembro e o Dow perdeu 4,3%, com o índice em −0,5% e o Nasdaq em +1,9%.
O Brent abriu setembro a US$ 90,85, tocou US$ 110,19 em 11 de setembro no intradia e fechou a US$ 103,53, alta de 14,4%; o WTI subiu 5,4%, para US$ 90,42, e o spread entre os dois abriu para US$ 13. Os eventos foram sequenciais: destruição de três petroleiros iranianos pelos Estados Unidos em 5 de setembro e de cinco em 8 de setembro; houthis em Mocha, Perim e Hanish entre 10 e 14 de setembro, com controle de Bab el-Mandeb; oleoduto Leste-Oeste fechado por drones de 11 a 13 de setembro, reaberto em 22 com metade da capacidade e exportações por Yanbu retomadas em 28; proposta iraniana de reabrir Ormuz em sete dias rejeitada por Trump entre 26 e 28 de setembro. O frete de VLCC bateu US$ 1,2 milhão por dia. O diesel americano subiu 10,3% no mês e tocou US$ 5,43 por galão no intradia de 30 de setembro, e a Casa Branca estudou e descartou um embargo de noventa dias às exportações do combustível. A OPEP+ manteve as cotas de outubro em 6 de setembro e os delegados esperam manter as de novembro em 4 de outubro. A EIA projeta Brent médio de US$ 90 no segundo semestre e US$ 74 em 2027; Goldman e JP Morgan colocam US$ 85 em dezembro.
O ouro caiu 6,6% no mês, para US$ 4.186,7, com mínima de US$ 4.143 em 28 de setembro, o dia em que o Treasury de dez anos fechou a 5,24% e o DXY a 101,2; a prata caiu 9,3%. A sequência contradiz a narrativa de "ouro como hedge de petróleo": o metal subiu em agosto com o Fed parado e caiu em setembro com o Fed em alta e o Treasury de dez anos no maior nível desde 2007. Lyn Alden mantém posição, com o argumento de que, com dívida acima de 100% do PIB, as altas de juros ampliam o déficit pela conta de juros mais do que freiam o crédito. Nos grãos, a soja subiu 1,4% depois de o WASDE de 11 de setembro cortar a produtividade do milho americano para 178,5 bushels por acre; o milho caiu 2,8% e o trigo 10,7%. O café arábica caiu 15,5%, para 290,7 centavos, e o minério de ferro fechou a US$ 96,59 na Singapura, de US$ 98 em 14 de setembro. O cobre ficou estável em US$ 6,56 por libra, com Robert Friedland no Odd Lots falando em escassez "monumental" por data centers e reindustrialização.
Fora do Oriente Médio, as negociações mediadas pelos Estados Unidos sobre a Ucrânia foram retomadas no início de setembro sem avanço, e a União Europeia anunciou sanções pela eleição da Duma. A resolução de continuidade orçamentária dos Estados Unidos foi assinada em 2 de setembro e vale até 11 de dezembro, o que afastou o risco de paralisação em outubro. Xi exigiu na cúpula de 24 de setembro que os Estados Unidos "se oponham" à independência de Taiwan. Michael Every, no MacroVoices de 24 de setembro, descreveu energia "armada" e um sistema de petróleo que se fratura em blocos regionais; Yaroslav Trofimov, no Hidden Forces, apontou os estoques ocidentais de mísseis esgotados pelo Oriente Médio como o dado que importa para o risco de a Rússia testar o Artigo 5.
No YouTube brasileiro, dos cerca de quarenta e cinco vídeos macro datados na janela, mais de dois terços têm Lula e Flávio no título. A frase que se repete em quase todos, com variações, é que o mercado "não está apostando num nome, está apostando em ajuste fiscal": Libra no Money Times de 29 de setembro, Padovani no Seu Dinheiro de 18 de setembro, Spiess no Money Times de 15 de setembro. O "pacote de bondades" de 25 de setembro, com Bolsa Família, Mounjaro no SUS e a MP das bets, virou episódio próprio no Market Makers e no Risco Brasil, lido como custo fiscal futuro. A superquarta de 16 de setembro foi tratada sem controvérsia sobre a decisão; a divergência é sobre o piso da Selic. Caio Megale, no Econocast de 21 de setembro, deu o número da XP: "a nossa projeção é aquela 11,5, talvez dê até para ir abaixo disso", com cenário alternativo de "corte mais uma ou duas e aí dê uma pausa ali com a Selic em torno de 13" se não houver reformas e o câmbio depreciar. No Macro Day do BTG, Tiago Berriel disse que "o próximo corte está dado, mas eu acho que tem um caso de pausa que é bastante sólido", e Eduardo Loyo descreveu o Copom "cortando o juro meio para dar uma satisfação ao distinto público, mas cortando tão pouco quanto possível". Sobre o Fed, Berriel: "uma é certa; o natural depois dessa primeira seria umas três, uma reunião sim, uma reunião não".
Nos podcasts internacionais, o tema único foi o bond market. Harley Bassman no MacroVoices de 17 de setembro falou em crise de credibilidade do Fed e prêmio a termo subindo por imprudência fiscal; Joseph Wang, no Monetary Matters de 16 de setembro, leu a alta de Warsh como "remover acomodação" diante do choque de petróleo e apontou refinarias como trade do ano; Eric Wallerstein, da Clocktower, em 23 de setembro, chamou de erro de política subir juros num choque de oferta, com risco de bear market no estilo de 2022; Henry Peabody, da GMO, argumentou que a transmissão desigual, via crédito privado e dívida prefixada, obriga o Fed a ir mais alto do que o mercado espera. O Forward Guidance de 25 de setembro perguntou se 6% no dez anos "quebraria algo". Torsten Slok, no podcast da Apollo de 30 de setembro, registrou que "now the market is pricing that the Fed will be hiking three times more in addition to what we just got" e apontou o diesel recorde como risco de inflação subestimado. James Elbaor, no Monetary Matters de 27 de setembro, disse que o boom do crédito privado acabou, com resgates superando a liquidez em fundos como o BCRED.
Entre as cartas e o research institucional, o BlackRock Investment Institute escreveu em 28 de setembro que "a hike that strengthens Fed credibility, against a backdrop of stronger growth, is in our view on net good news for risk assets", com overweight em ações americanas e emergentes, MBS e moeda local emergente, e underweight em Treasuries longos. A PIMCO, por Ivascyn, reduziu o underweight em Treasuries longos com o dez anos acima de 5%: "at these kind of yield levels, there's now better value". O JP Morgan de Feroli "continue to look for one more hike at the December meeting" sem ciclo prolongado em 2027, com alvo de 4,05% para o dois anos; a Morgan Stanley passou a duas altas, em dezembro e março, com terminal de 4,25–4,50%; a AllianzGI, a 4,50–4,75% no segundo trimestre de 2027; a KKR subiu o alvo do dez anos para 5,1% em 2026 e 4,9% em 2027. A Amundi foi a única grande casa a manter o Fed em hold, antes da reunião, e favorece Europa, Japão, América Latina e ouro. Yardeni cortou o alvo do S&P 500 de 8.400 para 7.900 pela compressão do múltiplo, de 19,8x para 18,6x, e a Wells Fargo, para 7.700. O Deutsche Bank lembrou que em 2022 o mercado esperava 200 p.b. de aperto e vieram mais de 400.
O consenso de setembro tem quatro pernas: Fed em ciclo de alta curto, com uma ou duas altas adicionais; Brasil desacelerando para 1,7–1,8% em 2026 e cerca de 1% em 2027; inflação de 2026 entre 4,9% e 5,2%, acima do teto na maioria das casas; e um trade eleitoral que precifica ajuste fiscal independentemente do vencedor. O trade dominante no Brasil foi comprar prefixado e bolsa e evitar o real, e ele rendeu em setembro: a curva pré fechou 40 a 60 p.b. na ponta longa, o Ibovespa subiu 5% e o câmbio ficou parado. A posição da TAG, de bolsa e NTN-B longa com moeda como pior classe nos dois cenários, descreve o que a maioria das mesas carrega para o primeiro turno.
Quem está fora do consenso aponta para lados opostos. No lado dovish, o BofA com Selic de 11,25% já em 2027, o Bradesco com 11,00% e cortes de 50 p.b. no início do ano, e Felipe Salto negando a existência de crise fiscal; no lado hawkish, o BTG com "pausa por credibilidade", o Itaú subindo o IPCA de 2027 para 4,6% e o dólar para R$ 5,50, e a Genial lembrando que a desinflação é de bônus de energia, não de política monetária. Entre os internacionais, Amundi e Pantheon mantêm o Fed em hold, enquanto Morgan Stanley, AllianzGI, KKR e Deutsche Bank veem o terminal subprecificado. A posição mais isolada do mês é a de Wallerstein, de que subir juros num choque de oferta repete 2022.
Os riscos têm ordem de chegada. O primeiro turno de 4 de outubro resolve a pergunta de quanto do trade eleitoral já está no preço; um resultado com diferença menor que os 2,4 pontos esperados pelas mesas tende a produzir reação forte na segunda-feira, e a sustentação depende do conteúdo fiscal dos candidatos até 25 de outubro. O segundo risco é o IPCA de setembro, por volta de 9 de outubro, que vai consolidar a reversão de Itaipu com Brent acima de US$ 100 e dizer se o Copom tem espaço para o corte de novembro que o Focus já colocou na mediana. O terceiro é o Fed de 27 e 28 de outubro, com a ata de setembro em 7 de outubro e o PCE de agosto mais fraco que o antecipado por Warsh; se o dez anos consolidar acima de 5,25%, o diferencial de juros que protegeu o real fica menor justamente na semana do segundo turno. O quarto é Ormuz: a OPEP+ de 4 de outubro, o oleoduto Leste-Oeste a meia capacidade e a negativa de Trump à proposta iraniana colocam o Brent entre os US$ 85 do sell-side e os US$ 100 do spot.
A conexão entre os eixos é a mesma de agosto, com sinal trocado em um ponto. Em agosto o petróleo caiu e o Copom cortou; em setembro o petróleo subiu 14% e o Copom cortou do mesmo jeito, e o Focus passou a esperar mais um corte. O que mudou foi o peso relativo: a atividade entrou como argumento e o câmbio parado removeu o canal pelo qual o Fed em alta chegaria ao IPCA. Se o real passar de R$ 5,30, que é o número do Itaú e da TD Securities, o bloco de pausa ganha; se ficar abaixo de R$ 5,20 depois da eleição, o bloco de dois cortes ganha. A curva pré em 13,44% no vértice de um ano já precifica o segundo caso.
sem_publicacao_no_periodo, não como "sem revisão". Cartas de Verde, Adam, SPX, JGP e Legacy não foram varridas.Oficiais Brasil. BCB/Olinda — Expectativas anuais (Focus, cortes de 28/08 a 25/09) · BCB/Olinda — Top 5 · BCB/SGS 432 — Selic vigente · Copom 16/09 (Agência Brasil) · Comunicado — projeções (InvesTalk BB) · Ata do Copom 22/09 · RPM 3T 24/09 (Metrópoles) · IBGE/Sidra 7060 — IPCA ago · IBGE/Sidra 7062 — IPCA-15 set · INPC ago · PIM-PF jul · PMS jul · PMC jul · IBC-Br jul · PNAD jun–ago · Caged ago · Tesouro — governo central ago · BCB/SGS 13762 — DBGG · Setor público ago (Metrópoles) · Prisma Fiscal set · Relatório bimestral 24/09 (CNN) · Contenção R$ 16,1 bi · MDIC — balança 4ª semana de set · BCB/Olinda — PTAX · Dólar e Ibovespa 30/09 · DI 30/09 (Money Times) · Anbima — IMA set · Fluxo estrangeiro B3 (até 25/09) · Painel AZ — ETTJ, IPCA, fiscal, Ibovespa.
Oficiais global. FOMC 16/09 — comunicado · Coletiva de Warsh (transcrição preliminar) · SEP set/26 (FRED Blog) · Dot plot jun × set · Ata do FOMC de julho · Beige Book 02/09 · Fedspeak 29/09 · BLS — CPI ago · BEA — PCE ago · BEA — PIB 2T (3ª est.) · BLS — payroll ago · BLS — JOLTS ago · GDPNow · Census — housing starts · Census — new home sales · ISM manuf ago · ISM serviços ago · Conference Board set · Michigan set · BCE 10/09 · Lagarde 28/09 · BoE 17/09 · BoJ 18/09 · NBS PMI set · RatingDog/Caixin set · China — atividade ago · NBS — CPI/PPI ago · BanRep 30/09 · Banxico 25/09 · OCDE Interim Outlook · BIS Quarterly Review · IIF Global Debt Monitor · EIA STEO 09/09 · OPEP MOMR (IEF) · OPEP+ 06/09 · WASDE 11/09 · FRED DGS10/DGS2 · Yahoo Finance — Brent, ouro, DXY, ^TNX, câmbios e índices · Minério (TE) · Treasuries 30/09 (CNBC).
Casas Brasil. Itaú 27/09 (Forbes) · BTG 15/09 (EQI) · BTG 08/09 (Forbes) · Bradesco 18/09 (Bloomberg Línea) · Bradesco — câmbio (Money Times) · Santander 25/09 (Money Times) · Safra 17/09 · Levantamento Money Times 15/09 (Genial, Citi, BB, C6, JPM, Goldman, ASA) · XP — Esquenta do Copom 14/09 · XP 04/09 (InfoMoney) · Inter 25/09 (Money Times) · BofA 14/09 (Money Times) · Copom — reações 16/09 · Empiricus (última peça, 28/05 — fora da janela).
Sell-side global e cartas. Reuters poll 14/09 · Bancos globais e o Fed (Reuters, 14/09) · JP Morgan/Feroli · JP Morgan estratégia e Deutsche Bank 21/09 · Morgan Stanley 25/09 · Morgan Stanley — BCE 15/09 · AllianzGI 25/09 · KKR · UBS WM · Amundi GIV set · Goldman — Brent 24/09 · Yardeni / Wells Fargo / Tallbacken 16/09 · TD Securities — BRL 08/09 · BlackRock II 28/09 · PIMCO/Ivascyn 22/09 · Apollo/Slok 30/09 · Schwab 16/09 · Lyn Alden 29/09 · BCA 29/09.
Geopolítica e eleição. Houthis em Bab el-Mandeb (NBC) · Oleoduto Leste-Oeste (Bloomberg) · Petroleiros iranianos (CNN) · Trump rejeita proposta iraniana (NPR) · Diesel — embargo descartado (CNBC) · Cúpula Trump-Xi (Fortune) · CR até 11/12 · Ucrânia — negociações · Pesquisas eleitorais (agregado) · S&P em setembro (CNBC).
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Podcasts internacionais. MacroVoices 550 — Bassman · MacroVoices 551 — Every · Forward Guidance — Deluard (18/09) · Forward Guidance — 10a a 5,22% (25/09) · Monetary Matters — Joseph Wang (16/09) · Monetary Matters — Wallerstein (23/09) · Monetary Matters — Peabody/GMO (24/09) · Monetary Matters — Elbaor (27/09) · Odd Lots — Friedland (12/09) · Hidden Forces — Trofimov (07/09) · On the Tape — DeBusschere (23/09) · Wealthion — Green, Reik, McGlone · Real Vision — Steno e Rosenvold.
Não varrido nesta rodada. Argentina (BCRA) em setembro; MPR do BoE; IIF Capital Flows; Banco Mundial e FMI em setembro; Macro Trading Floor e FT Markets (feeds vazios); cartas de Verde, Adam, SPX, JGP, Legacy; BofA, Citi, Barclays, BNP, ING, Nomura, HSBC, Standard Chartered, Pictet, Schroders, Bridgewater, Capital Economics, Oxford Economics, Strategas, Variant Perception, Mauldin, Gavekal e 13D sem publicação localizada na janela.
Dossiê Macro Mensal · AZ Invest · edição de setembro de 2026, fechada em 01/10/2026. Gráficos com selo "dados ao vivo" leem o painel do site a cada abertura; os demais trazem valores fixos apurados na rodada, com fonte na legenda.