Previdência Privada Como Forma de Sucessão
Previdência privada: uma das formas mais subestimadas de planejar sua sucessão
Sabe o que pode fazer uma família perder anos de esforço e patrimônio em um estalar de dedos? Partir sem planejar a sucessão. É algo duro de se pensar, mas é a realidade para muitas famílias brasileiras que só descobrem o peso do processo sucessório quando já é tarde demais.
Para quem nunca passou por isso, vale um exemplo concreto: um inventário de R$ 500 mil em Santa Catarina custa, em média, cerca de R$ 70 mil entre impostos, honorários e taxas cartorárias (aproximadamente 14% de todo o patrimônio herdado). Agora imagine um inventário de R$ 5 milhões: estamos falando de algo em torno de R$ 750 mil simplesmente evaporando em custos burocráticos.
A boa notícia é que existem formas legais e eficientes de reduzir drasticamente esse impacto, e uma das mais simples é a previdência privada.
Além de funcionar como investimento, esse ativo possui o mesmo benefício do seguro de vida em caso de falecimento do titular, isso é, o saldo pode ser transferido diretamente aos beneficiários, sem passar por inventário.
Nesse caso então é só levantar uma parte do seu patrimonio em um VGBL alguns anos antes de falecer e aproveitar todas as vantagens tributárias? Não exatamente.
A receita já pensou nisso, e existem casos com jurisprudência para que isso seja classificado como fraude, e que além de virar um caso criminal, vai obrigar seus descendentes a pagarem imposto de qualquer forma, e por isso esse produto como método de sucessão requer um planejamento com antecedência e justificativa.
Por isso, na minha visão, o melhor planejamento sucessório é o que combina instrumentos diferentes, dentro e fora do Brasil para máxima proteção legal e tributária. Se esse tema chama a sua atenção, vale a pena conversar sobre como aplicar essas estratégias ao seu caso específico.


